| Dimensionamento
do Esgoto Fluvial
As
calhas e as redes coletoras de águas
pluviais, de grande importância para
a vida útil das edificações, são o assunto
dessa matéria do professor Vanderley
de Oliveira Melo, da Saneamento de Goiás
S.A.
A instalação de esgoto pluvial, que compreende
os serviços para captação e escoamento
rápido e seguro das águas de
chuvas, divide-se em três partes básicas:
calhas, tubos de queda e rede coletora.
As calhas são dispositivos
que captam as águas diretamente dos
telhados, impedindo que estas caíam
livremente causando danos nas áreas
circunvizinhas, principalmente quando
a edificação é bastante alta.
Para residências de apenas um, ou no
máximo dois pavimentos, muitas vezes
o projetista dispensa o uso de calhas,
deixando que as águas escoem, de forma
bem dispersa, pelas bordas das telhas,
caindo sobre a superfície do terreno.
As escolhas dos materiais das calhas
depende muito do partido arquitetônico
adotado, mas os materiais mais usados
são:
Chapa galvanizada
- muito usada, principalmente quando
a calha fica protegida por platibandas,
ou seja, de forma invisível e sem a
possibilidade de receber esforços, pois
são frágeis.
Chapa de Cobre
- de uso bastante difundido em épocas
anteriores, quando esse material era
de fácil aquisição e por preços relativamente
baixos, porém hoje está caindo em desuso
em face de grande custo.
PVC - mais
utilizado no Sul do país, onde existe
o hábito de colocação, de forma aparente,
preso às bordas dos telhados.
Ciemento-amianto - são tubos partidos ao longo de sua
geratriz e de uso menos comum.
Concreto
- geralmente é escolhido esse tipo de
material quando a própria calha trabalha
também como elemento de sustentação
de estrutura, ou seja, quando a viga
funciona também como calha.
As seções das calhas possuem as mais
variadas formas, dependendo das condições
impostas pela arquitetura, bem como
dos materiais empregados na confecção
das mesmas.
A mais comumente usada é a seção retangular,
por ser de fácil fabricação, podendo
ser empregados quase todos os materiais
mencionados, porém os mais usados são
concreto e chapa galvanizada.
Na seção trapezoidal o concreto já é
menos recomendado por causa da maior
dificuldade na confecção das formas,
sendo a chapa galvanizada o material
preferido.
A seção semicircular é menos usada que
as duas anteriores. Os materiais mais
próprios são concretos(tubos partidos)
PVC. Raramente as calhas possuem essa
seção, a não ser quando localizadas
nas bordas externas dos telhados, onde
o PVC tem grande aplicação.
Dimensionamento - As calhas não são
destinadas a conduzir água de um ponto
a outro, mas sim receptáculos das águas
da superfície dos telhados e dos condutores
aos tubos de queda.
Portanto é perfeitamente dispensável
a aplicação de fórmulas da hidráulica
para o seu dimensionamento, dando-se
a elas o mesmo tratamento de escoamento
de canais.
A declividade das calhas deve ser a
mínima possível e no sentido dos tubos
de queda, a fim de evitar o empoçamento
de águas quando cessada a chuva.
O cuidado que se deve ter com as dimensões
é devido apenas ao comprimento do telhado,
pois, quanto maior, mais água terá juntado
na calha para um mesmo intervalo de
tempo. Assim sendo, a largura deverá
ser aquela suficiente para evitar que
a água não caia fora quando é despejada
pela telha, e altura deve ser metade
da largura. A projeção horizontal da
borda da telha na calha deve situar-se
a um terço da largura, conforme mostrado
na Figura 2. A largura da calha deve
ser dimensionada em função do comprimento
do telhado, entendendo-se como comprimento
a medida na direção do escoamento da
água (ver Tabela 1).
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|
Quando há dois telhados contribuindo
para uma mesma calha, para determinar
a largura da calha, somar o comprimentos
dos dois telhados. Se a calha
tiver seção trapezoidal a largura
encontrada será a largura média,
ou seja, l=(l1+l2)/2, e se tiver
seção semicircular a largura será
2R, sendo R o raio. |
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TABELA 1 |
| DIMENSÕES DA CALHA EM FUNÇÃO DO COMPRIMENTO
DO TELHADO |
| COMPRIMENTO DO TELHADO (m) |
LARGURA DA CALHA (m) |
| até 5,0
5,0 a 10,0
10,0 a 15,0
15,0 a 20,0
20,0 a 25,0
25,0 a 30,0 |
0,15
0,20
0,30
0,40
0,50
0,60 |
|
Entende-se como comprimento do telhado a medida
na direção do escoamento da
água |
A segunda parte das instalações os esgotos
pluviais são os tubos de quedas , tubos
verticais que conduzem as águas das
calhas às redes coletoras, que poderão
estar situadas no terreno presas ao
teto do subsolo no caso dos edifícios
com este pavimento, ou as despejam livremente
na superfície do terreno.
Os materiais mais comuns desses tubos
são: ferro fundido, PVC, cimento amianto
e mesmo chapa galvanizada. Os de maiores
aplicações são ferro fundido e PVC,
e a preferência é em função do local
onde serão instalados, dependendo da
maior ou menor possibilidade de receber
impactos.
Para maior segurança quanto ao escoamento,
os tubos de queda deve ser dimensionados
levando em consideração o valor da chuva
crítica, ou seja, de pequena duração
mas de necessidade muito grande.
|
No dimensionamento do tubos de
queda, ao invés de se achar o
diâmetro do condutor, fixa-se
este e determina-se o número de
condutores em função da área máxima
de telhado que cada diâmentro
pode escoar, conforme recomendado
na tabela 2. Os tubos dever ser
distribuídos da forma mais homogênea
possível
ao longo da calha. Ver detalhe
da ligação da calha ao tubo da
figura 3.
A terceira parte é a rede coletora, horizontal, situada
no terreno ou presa ao teto
do subsolo e que recebe as águas
de chuvas diretamente dos tubos
de queda ou da superfície do
terreno.
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TABELA 2 |
| ÁREA MÁXIMA DE COBERTURA PARA CONDUTORES VERTICAIS
DE SEÇÃO CIRCULAR |
| DIÂMETRO (mm) |
ÁREA MÁXIMA DE TELHADO (mm) |
| 50
75
100
150 |
13,6
42,0
91,0
275,0 |
|
|
Normalmente quando a
rede coletora está situada em terreno
firme a tubulação mais usada é a de
PVC, porém quando presa ao teto do subsolo
o mais usado é o ferro fundido, devido
à maior rigidez e maior resistência
ao impacto. As águas pluviais são conduzidas
à sarjeta, na rua, em frente ao lote,
mas se o terreno estiver em nível inferior
a esta (sarjeta) deverão correr para
as ruas próximas, passando pelo terreno
vizinho, conforme previsto no artigo
563 do Código Civil Brasileiro.
Sempre que há mudança de direção em uma rede,
quando localizada no terreno, haverá
necessidade de colocação de uma caixa
de inspeção com grelha. Quando há possibilidade
de entrada de terra nas grelhas das
caixas de inspeção, estas serão construídas
de forma a reter a terra ou areia, impedindo
o carreamento para dentro da tubulação,
e por isso sendo chamadas caixas de
areia.
Mesmo que não haja mudança de direção é recomendado
o uso de caixas de inspeção ou de areia
sempre que a tubulação tiver comprimento
superior a 12,0 m . Portanto a distância
máxima entre caixas será de 12 m, não
havendo limite mínimo.
 |
No caso das redes coletoras presas
ao teto do subsolo haverá também
necessidade de dispositivos
de inspeção, sendo os mais comuns
tubos operculados ou tampões.
Normalmente as caixas de inspeção
são de alvenaria com dimensões
compatíveis com a maior ou menor
facilidade de limpeza e dotadas
de grelhas de ferro fundido
para coleta das águas da superfície
do terreno ( ver Figura 4).
A rede coletora é dimensionada
de acordo com a Tabela 3, que
leva em conta a área de contribuição
e a declividade do terreno,
supondo uma precipitação de
150 mm/h.
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TABELA 3 |
| REDE COLETORA DE ÁGUAS PLUVIAIS |
|
DIÂMETRO (m) |
DECLIVIDADE / ÁREA |
| 0,5% 1,0% 2,0%
4,0% |
| 50
75
100
125
150
200
250 |
_
_
32
46
_
69
91
139
_
144
199
288
167
255
334
502
278
144
199
288
548
808
1105 1616
910
1412
1807 2824 |
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BIBLIOGRAFIA
MACINTYRE, Archibald Joseph - Instalações
Hidráulicas.
CREDER, Hélio - Instalações Hidráulicas
e Sanitárias.
GARCEZ, Lucas Nogueira - Elementos de
Engenharia Hidráulica e Sanitária.
Exaustores
Eólicos
Princípio de funcionamento
O EXAUSTOR
EÓLICO, utiliza
para seu funcionamento o deslocamento
das massas de ar atmosférico e o efeito
da convecção da massa de ar interna,
proporcionando uma exaustão ininterrupta
de gases, fumaça e calor, renovando
e circulando o ar ambiente.
 |
O
calor se estratifica em camadas,
conforma a altura. O Exaustor
Eólico permite a saída do ar quente
estratificando, restabelecendo
o equilíbrio térmico, além de
renovar continuamente o ar poluído.
|
Eficiência e baixo
custo
Pela sua simplicidade e auto desempenho na renovação
de ar em qualquer ambiente, o Exaustor,
possui um rendimento altamente eficiênte,
utilizando a energia eólica para obter
uma vazão na ordem de 4.000m³/hora.
Superior a outros sistemas como: Shead,
Lantemins, Chapéu chinês, nas quais a exaustão natural não se processa
em índices desejáveis.
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O Exaustor
Eólico dissipa o calor produzido
pela energia radiante, eliminando
a diferença entre as temperaturas
interna e externa. |
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Aplicações
Quando desejamos
um ambiente saudável e produtivo em
fábricas, armazéns, escolas, cozinhas
industriais e tantos outros locais onde
a atividade humana se vê prejudicada,
é através da ventilação adequada, do
equilíbrio térmico, da sensação de conforto,
e de melhores condições ambientais que
a produtividade pode ser facilmente
alcançada.
Informações Técnicas
O Exaustor Eólico
é de fácil instalação, adequando-se
a qualquer tipo de telhado, com baixo
custo e sem alterações estruturais.
Não produz ruídos e vibrações, sem custos
operacionais, funcionamento ininterrupto
e absolutamente seguro.
Curiosidade
Uma das
alternativas sugeridas por muitos técnicos
para resolver a questão dos apagões
no Brasil é o aproveitamento da energia
proveniente dos ventos, eólia ou eólica.
Mas, afinal por que esse nome? Na mitologia
grega, Éolo era o deus dos ventos e
vivia com eles na Ilhas Eólias. Éolo
guardava os ventos em recipientes feitos
com couro de animal e o soltava ou prendia
de acordo com a sua vontade ou necessidade.
Daí originou-se o nome eólico.
Benefícios
- Não
utiliza energia elétrica
- Não
produz fagulhas ou centelhas
- A prova
de chuvas
- Absolutamente silencioso
- Não
produz vibrações no telhado
- Uma
vez instalado, custo - zero
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